Arlequina

Arlequina

Arlequina (Harley Quinn, original em Inglês), cujo nome original é Harleen Frances Quinzel, é uma personagem fictícia da DC Comics que geralmente aparece como inimiga do super-herói Batman no Universo DC. Ela foi criada por Paul Dini e Bruce Timm para a série animada de televisão Batman: A Série Animada, aparecendo pela primeira vez no episódio “Joker\’s Favor” (“Um Favor para o Coringa”), que foi ao ar em setembro de 1992 [1][2][3]. Apesar de a intenção original de Dini e Timm ter sido para que Arlequina aparecesse apenas naquele episódio específico, a reação positiva do público e da crítica foi tanta, que eles a incluíram em diversos outros episódios de Batman: A Série Animada, culminando com a transição de Arlequina para os quadrinhos em setembro de 1993 e sua inclusão no Universo DC em 1999, com o quadrinho Batman: Harley Quinn. Ela é descrita como uma anti-heroína, hoje pertence à trindade das mais icônicas personagens femininas do universo de Gotham City, ao lado de Mulher-Gato e Hera Venenosa. O trio já formou uma gangue nos quadrinhos conhecida como Gotham City Sirens (Sereias de Gotham), que teve uma série em quadrinhos com 26 edições (2009–2011) [1].

História

Criação e desenvolvimento

Arlequina foi criada por Paul Dini e Bruce Timm para a série animada de televisão Batman: A Série Animada, aparecendo pela primeira vez no episódio 22, intitulado “Joker’s Favor” (“Um Favor para o Coringa”), que foi ao ar em 11 de setembro de 1992 [1][2]. A intenção original foi que Arlequina aparecesse apenas naquele episódio específico, para ajudar o Coringa com seu plano: alguém precisaria saltar de dentro do bolo para sequestrar os policiais. Dini, então, criou uma ajudante feminina para o Coringa. Dini teve como inspiração a personagem da atriz Arleen Sorkin da novela Days of Our Lives, que uma vez apareceu na novela usando uma fantasia de bobo da corte [1]. Sendo amigo da atriz desde a faculdade, Dini incorporou aspectos da personalidade de Sorkin à Arlequina [1]. A reação positiva do público e da crítica foi tanta, que Dini e Bruce Timm a incluíram em diversos outros episódios de Batman: A Série Animada. Em suas primeiras aparições, ela foi retratada como uma personagem completamente dedicada ao Coringa, totalmente alheia à sua natureza psicótica e óbvia falta de afeição por ela; essa caracterização permaneceu mais ou menos consistente ao longo de suas aparições posteriores.

Transição para os quadrinhos

Origem

Harley Quinn.

“Bruce e eu […] estávamos conversando sobre e se houvesse algum tipo de surpresa na origem dela? E se ela não for apenas uma capanga? Tivemos a ideia de que ela era doutora no Asilo Arkham e o Coringa entrou na cabeça dela e a convenceu a ser sua seguidora. …Então pensamos, e se Harley estiver no papel da namorada sofredora?”

— Paul Dini sobre a criação de Mad Love [1].

Em fevereiro de 1994, o one-shot The Batman Adventures: Mad Love que reconta a história de origem de Arlequina foi lançado [1][9]. Escrita por Dini e desenhada por Timm, a história marca a primeira colaboração dos dois em quadrinhos. Mad Love apresenta Arlequina como uma ex-psicóloga chamada Harleen Quinzel que se apaixonou pelo Coringa durante seu estágio no Asilo Arkham de Gotham City e detalha sua transformação na vilã cúmplice dele, bem como a falta de respeito de Coringa por Harley [1][9]. Amplamente considerada a origem definitiva da personagem, Mad Love adicionou dimensões à personagem, com Dini apresentando as motivações de Arlequina, bem como estabelecendo-a como uma figura trágica e simpática [1]. A história recebeu muitos elogios e ganhou os prêmios Eisner e Harvey de Melhor Edição Individual no mesmo ano e mais tarde foi adaptada para um episódio de mesmo nome em The New Batman Adventures em 1999 [1]. No Brasil, The Batman Adventures era traduzida como Batman: O Desenho da TV, sendo a publicada pela Abril Jovem. Mad Love foi publicada no Brasil pela primeira em duas edições em formatinho em 1995 [1]. Em 2002 foi republicada pela Opera Graphica no formato 16 x 23 cm e em preto e branco [1].

Mad Love estabelece que seu nome completo é Harleen Frances Quinzel. “Harleen Frances” foi tirado do nome e nome do meio de Sorkin, Arleen Frances, enquanto “Quinzel” veio de um dos instrutores de Dini na Emerson College, cujo sobrenome era Quenzel [1].

Introdução ao Universo O sucesso e a popularidade de Arlequina em Batman: A Série Animada foi tanto, que a DC Comics a incluiu nas histórias em quadrinhos de Batman [1][3]. A primeira vez que Arlequina foi retratada nos quadrinhos foi em setembro de 1993, na edição número 12 de The Batman Adventures (Batman – O Desenho da TV) [1]. Sua inclusão oficial no Universo DC foi em Batman: Harley Quinn, lançada em outubro de 1999, embora já tivesse aparecido nos Elseworlds Batman: Thrillkiller e Batman: Thrillkiller \’62 em 1997 [1]. Entretanto, assim como as histórias em quadrinhos do Coringa, as de Arlequina são mais psicóticas e com menos humor excêntrico do que as da série animada. Apesar de seu comportamento visivelmente mais violento, Harley mostra misericórdia e compaixão de tempos em tempos; ela nomeadamente pára Hera Venenosa de matar Batman, e convencê-la a deixar o herói pendurado amarrado e amordaçado em uma grande estátua. Batman é posteriormente desatado por Batgirl. Enquanto a versão da personagem nos romances gráficos ela ainda está ligada romanticamente com o Coringa, um desenvolvimento mais recente tem Arlequina também envolvida romanticamente com a Hera Venenosa [1].

Uma série da Arlequina foi publicada mensalmente pela DC Comics durante 38 edições, entre 2001 e 2003 [1]. Entre os criadores do título estão Karl Kesel, Terry Dodson, A.J. Lieberman e Mike Huddleston. A série termina com Arlequina retornando por conta própria ao Asilo Arkham. Ela então aparece na série Batman:Hush, de Jeph Loeb. Reaparece na edição de Villains United como um dos principais vilões que escapam de Arkham, porém perde a consciência durante a fuga. É brevemente mencionada em Detective Comics #823, voltando a aparecer em Batman #663 (onde ajuda o plano do Coringa a matar seus capangas, sem perceber que é uma armadilha onde é a verdadeira vítima; quando descobre ser o alvo, Arlequina dá um tiro no ombro de Coringa) [1]. Reapareceu como coprotagonista em “Gotham City Sirens”, ao lado da Mulher-Gato e de Hera Venenosa; na série mensal, as três decidem dividir um esconderijo. Elas têm uma série de bons momentos juntas, até que Harley decide ir sozinha ao Asilo Arkham para matar o Coringa – porém, ele rapidamente a convence a voltar para o lado dele, iniciando uma rebelião e traindo suas companheiras. Harley e Coringa são eventualmente derrotados por Batman e Mulher-Gato e Harley a veem pela última vez sendo levado para longe, enquanto amarrado em uma camisa de força e focinho. Pouco depois, Hera vai na cela Harley e tenta matá-la por sua traição, mas em vez disso oferece libertá-la se ela ajuda a matar Mulher-Gato, que tinha deixado suas duas companheiras em Arkham. Harley concorda, e as duas atraem Mulher-Gato em uma armadilha. Durante a luta que se seguiu, Mulher-Gato diz que ela bondade nelas e só queria ajudar. Assim quando Batman está prestes a prendê-las, Mulher-Gato ajuda as duas escapar [1].

Os Novos 52

Após o reboot da DC Comics (com “Os Novos 52”), Arlequina aparece como uma das protagonistas da revista mensal “Suicide Squad” para que ela seja mais relevante dentro das HQs da DC devido à sua popularidade, na nova cronologia Harley tem sua origem semelhante a do Coringa, onde depois da primeira fuga do Arkhan é jogada em um tonel de substâncias químicas que o supostamente transformou em Coringa, pelo próprio, dando a ela um aspecto semelhante ao dele (pele branca e cabelos coloridos), publicada no Brasil como “Esquadrão Suicida & Aves de Rapina” [1].

Habilidades e Poderes

A Arlequina, embora não possua superpoderes intrínsecos na maioria de suas encarnações, é uma adversária formidável devido à sua agilidade, força aprimorada, inteligência e resistência a toxinas. Antes de sua transformação, como Dra. Harleen Quinzel, ela era uma psiquiatra altamente inteligente e manipuladora, com profundo conhecimento da mente humana, o que lhe permite explorar as fraquezas psicológicas de seus oponentes. Sua experiência em ginástica e acrobacias, desenvolvida antes e durante sua vida criminosa, confere-lhe uma destreza física excepcional, tornando-a uma ginasta e trapezista habilidosa.

Além de suas capacidades físicas e intelectuais, Arlequina é proficientemente treinada em combate corpo a corpo, utilizando uma variedade de armas e adereços, como seu icônico martelo gigante, pistolas de cortiça e outros itens de sua parafernália de palhaça. Uma característica notável de sua fisiologia, especialmente após ser manipulada pela Hera Venenosa, é sua imunidade a várias toxinas e venenos, incluindo os da própria Hera e os gases do Coringa, o que a torna imune a muitas formas de ataque químico. Sua imprevisibilidade e a capacidade de usar seu caos a seu favor também são consideradas habilidades que a tornam uma oponente perigosa e imprevisível no Universo DC.

Interesses amorosos

Harley Quinn Ai

A relação de Arlequina com o Coringa é um dos pilares de sua história, marcada por uma dinâmica abusiva e complexa. Inicialmente, ela se apaixona por ele durante seu período como psiquiatra no Asilo Arkham, tornando-se sua cúmplice e parceira romântica. Essa relação é frequentemente retratada como volátil, com o Coringa manipulando e maltratando Arlequina, que, por sua vez, demonstra uma devoção quase cega a ele. No entanto, ao longo de sua evolução, a personagem começou a se desvencilhar dessa dependência tóxica.

Um desenvolvimento significativo em sua vida amorosa é o relacionamento com a Hera Venenosa. O vínculo entre Arlequina e Hera Venenosa evoluiu de uma amizade próxima para um romance explícito, oferecendo a Arlequina uma parceria mais saudável e de apoio, contrastando fortemente com sua história com o Coringa. Esse relacionamento é um marco importante na autonomia e no desenvolvimento da personagem, consolidando-a como uma figura independente e complexa no Universo DC.

Outras mídias

Filmes

A Arlequina fez sua estreia cinematográfica em live-action em 2016 no filme Esquadrão Suicida, onde foi interpretada pela atriz Margot Robbie [1][6]. Sua performance foi amplamente elogiada e consolidou a personagem como um ícone cultural. Robbie reprisou o papel em Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa (2020), um filme que aprofunda a jornada de Arlequina após sua separação do Coringa, explorando temas de independência e autodescoberta [1]. Ela também apareceu em O Esquadrão Suicida (2021), novamente interpretada por Margot Robbie, continuando sua trajetória como membro da equipe de vilões reformados [1].

Televisão

No universo da televisão, Arlequina teve sua primeira aparição em 1992 na série animada Batman: A Série Animada, onde foi criada por Paul Dini e Bruce Timm [1]. Sua voz original foi de Arleen Sorkin, que serviu de inspiração para a criação da personagem [1]. Desde então, Arlequina apareceu em diversas outras produções animadas da DC, incluindo The New Batman Adventures, Justice League, e Young Justice[1]. Em 2019, a personagem ganhou sua própria série animada adulta, Harley Quinn, com a voz de Kaley Cuoco, que explora sua vida após o Coringa com um tom mais cômico e violento [1]. Em live-action, Mia Sara interpretou a personagem na série Birds of Prey (2002) [1].

Televisão

Recepção

A Arlequina rapidamente se tornou uma das personagens mais populares e icônicas da DC Comics, transcendendo suas origens na animação para se estabelecer como uma figura central no Universo DC. Sua popularidade pode ser atribuída à sua personalidade complexa, que combina humor, imprevisibilidade, vulnerabilidade e uma jornada de autodescoberta. Ela é frequentemente elogiada por representar a luta contra relacionamentos abusivos e por sua transição de vilã para anti-heroína e, em alguns casos, até mesmo heroína.

Críticos e fãs destacam a capacidade da personagem de ressoar com um público amplo, especialmente mulheres, que se identificam com sua resiliência e busca por independência. Sua evolução de “namorada do Coringa” para uma personagem com agência própria e relacionamentos saudáveis (como com a Hera Venenosa) tem sido um ponto chave para sua contínua relevância. A IGN a classificou em #45 na sua lista dos “100 Maiores Vilões dos Comics de Todos os Tempos” [7], e a Comics Buyer\’s Guide a listou como a #16 entre as “100 mulheres mais sexy em quadrinhos” [8]. A interpretação de Margot Robbie nos filmes de live-action também impulsionou significativamente sua visibilidade e apelo global, solidificando seu status como um ícone da cultura pop.

Referências

[1] Wikipédia. Arlequina. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Arlequina. Acesso em: 22 out. 2025. [2] Aficionados. Quem é Arlequina. Disponível em: https://www.aficionados.com.br/tudo-sobre-arlequina/. Acesso em: 22 out. 2025. [3] Medium. Harley Quinn — História e evolução de uma personagem. Disponível em: https://enchochagas.medium.com/harley-quinn-hist%C3%B3ria-e-evolu%C3%A7%C3%A3o-de-uma-personagem-9693b345e004. Acesso em: 22 out. 2025. [4] DC Comics. Harley Quinn | Official DC Character. Disponível em: https://www.dc.com/characters/harley-quinn. Acesso em: 22 out. 2025. [5] Batman Fandom. Arlequina (Harleen Quinzel). Disponível em: https://batman.fandom.com/pt-br/wiki/Arlequina_(Harleen_Quinzel). Acesso em: 22 out. 2025. [6] Omelete. Por que todos amam Arlequina? Disponível em: https://www.omelete.com.br/ccxp/esquadrao-suicida-por-que-todos-amam-arlequina. Acesso em: 22 out. 2025. [7] IGN. Top 100 Comic Book Villains. Disponível em: https://www.ign.com/lists/comic-book-villains/45. Acesso em: 22 out. 2025. [8] Comics Buyer’s Guide. 100 Sexiest Women in Comics. Disponível em: https://www.cbgxtra.com/top-100-sexiest-women-in-comics/. Acesso em: 22 out. 2025. [9] Screen Rant. Harley Quinn’s Origin Story: How Dr. Harleen Quinzel Became The Joker’s Henchwoman. Disponível em: https://screenrant.com/harley-quinn-origin-story-dr-harleen-quinzel-joker/. Acesso em: 22 out. 2025.


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